Assumo que cheguei ao Twitter com atraso. Não por falta de conhecimento sobre a ferramenta, mas por acreditar, principalmente depois de assistir aqueles vídeos sobre a tuitosfera, que as pessoas usavam essa mídia apenas para se divertir, falando de suas vidas e buscando saber da vidas dos outros… Enfim, pura futilidade.
No entanto, me enganei. Totalmente. O que está cada vez mais evidente é que as pessoas buscam o Twitter para algo mais. Ao que parece, 10% dos usuários do New York Times chegam ao site através do Twitter.
Dito isso, fica evidente que ele tem se convertido em uma grande fonte de tráfego, como os buscadores, em algumas questões específicas, claro. Afinal, porque perguntar a um robô se se pode perguntar a uma pessoa em que confia?
Além disso, se os usuários seguem outros com perfis parecidos aos seus de interesses, logo se cria um ambiente rico de troca de informação sobre esses temas, que ganham ainda mais visibilidade pelo poder viral inerente ao Twitter. Ou seja, a informação não pára em mim, mas segue aos meus followers e logo aos followers deles…
Tudo isso é muito bom para o usuário, mas para as empresas… Antes era preciso estar entre as primeiras colocações de Google não permitir que os usuários estivessem nelas quando seu produto/empresa/serviço fosse buscado. Hoje, como anular um mal comentário no Twitter? Aqui já não é possível tentar enganar o robô do buscador para que as más referências apareçam, é preciso gerir, pedir desculpas, admitir que falhou…
Exemplo disso acontece (u) com a Livraria Saraiva. A empresa está com uma espécie de promoção “Caça ao Tesouro” no Twitter na qual dá dicas sobre o esconderijo de um código promocional em seu site. O seguidor que encontrar primeiro e twittar corretamente, ganha um prêmio. O que parecia uma estratégia perfeita para aumentar o fluxo em seu site e divulgar produtos, acabou não sendo simples assim.
A Saraiva recebeu comentários negativos questionando a veracidade da promoção, a lisura dos ganhadores, a lentidão do site da empresa que não suporta o fluxo de pessoas acessando ao mesmo tempo etc. A empresa teve então que rever o regulamento da promoção e deixá-los claros para evitar questionamentos como esses. Desculpou-se.

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Este é apenas um exemplo. Nos próximos anos irá crescer ainda mais o tema do amrketing online e da potencialidade das redes sociais como fontes de tráfego e as organizações terão que estar constantemente atentas a essa gestão online de sua imagem.
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Tags: blog, internet, mídias sociais, redes sociais, twitter, Web 2.0
Setembro 25, 2009 às 9:32 pm
Perfeita análise Emaunela. E este caso da Saraiva indica bem a potencialidade de propagação de uma imagem ruim na rede. As marcas parecem indefesas, as vezes até parece covardia hahahha
Mateus
Outubro 8, 2009 às 11:25 am
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